Os negros, os verdes e muitos séculos de história.

Não demorou muito para a HBO dar sinal verde para a primeira série sucessora de Game of ThronesHouse of the Dragon será um prelúdio ambientado no mesmo universo criado por George R.R. Martin e traduzido para a televisão por David Benioff e D.B. Weiss, e agora você pode esquecer as guerras entre Stark, Lannister e Baratheon porque o foco é apenas um, e ele voa e cospe fogo. Dracarys neles!

House of the Dragon se passa 300 anos antes dos eventos de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, e conta com pelo menos um nome conhecido dos fãs de Game of Thrones no time de produção: Miguel Sapochnik vai dirigir o primeiro episódio e atuar como produtor, ao lado do roteirista Ryan Condal (Colony). Mas a história dos Targaryen em Westeros, e seu extenso reinado, vai desde a Conquista de Aegon até a Rebelião de Robert. Como cobrir três séculos de conflitos, sucessões e intrigas?

Segundo Martin escreveu em seu blog, “House of the Dragon está em desenvolvimento por muitos anos (apesar de que o título mudou algumas vezes durante o processo). Na verdade foi o primeiro conceito que eu sugeri à HBO quando começamos a conversar sobre uma série sucessora, lá no verão de 2016. Se você quiser saber um pouco mais sobre o que a série vai tratar… bem, eu não posso entregar, mas talvez você queira adquirir uma cópia de duas das antologias que fiz com Gardner Dozois, ‘Mulheres Perigosas’ e ‘Rogues’, e então migrar para a história do Arquimeistre Gyldayn, ‘Fogo & Sangue’.”

Portanto, seguindo as trilhas deixadas pelo próprio autor, há duas passagens que devem ser destacadas e que provavelmente terão influência direta na série da HBO. No livro “Mulheres Perigosas”, há o conto “A Princesa e a Rainha, ou, os Negros e os Verdes”, que trata sobre o conflito que ficou conhecido na história fictícia como A Dança dos Dragões.

House of the Dragon: HBO encomenda primeiro spin-off de Game of Thrones

O conto se inicia após a morte do quinto Targaryen a assumir o Trono de Ferro, o Rei Viserys I, e traz a sua viúva, a Rainha Alicent Hightower, reunindo-se com o pequeno conselho para discutir a coroação de seu filho mais velho, o Príncipe Aegon. O problema é que a movimentação da Rainha trata-se de um golpe, pois a verdadeira herdeira do rei era a sua filha do primeiro casamento, a Princesa Rhaenyra — treinada desde a infância para subir ao posto do pai. É a partir disso que se desenvolve a guerra de quase dois anos e meio, que acabou sendo foi uma das principais responsáveis pelo fim da dinastia Targaryen e dividiu a família em dois clãs: os Verdes, apoiadores da causa de Aegon II, e os Negros, ao lado de Rhaenyra.

Já “O Príncipe de Westeros” conta a história uma história que se passa antes, e narra os anos que levaram aos conturbados eventos de “A Princesa e a Rainha”, durante o reinado de Viserys e com uma particular atenção ao irmão do Rei, o Príncipe Daemon.

A narrativa vai desde a morte do rei anterior, Jaehaerys I, ao falecimento do seu filho e sucessor, Viserys I. Além de destacar toda a relação evolutiva entre os irmãos Viserys e Daemon, o conto detalha os planos do rei para a sua sucessão, tendo criado e educado sua filha mais velha do primeiro casamento, Rhaenyra, a assumir o reinado após sua morte. Quando os planos de Viserys I seguem inalterados mesmo após o nascimento de seu filho, homem, do segundo casamento, isso acaba alimentando ainda mais a rivalidade dentro da família, o que dá ainda mais motivos para o que acontece em “A Princesa e a Rainha”.

A dica aqui, portanto, está clara. O período que vai receber mais atenção da série está no entorno da Dança dos Dragões, como já se supunha anteriormente. Mas, não apenas isso, especula-se que a série vá se iniciar no período anterior ao início da guerra e culminando na mesma. O livro “Fogo & Sangue”, afinal de contas, se estende pelos primeiros 150 anos do reinado da Casa dos Dragões, e traz a ascensão e a queda de múltiplas gerações da dinastia.

Reprodução/ Roman Papsuev/Amok
Rhaenyra (à esquerda) e Aegon II

Justamente pelo grande período de história pelo qual o material literário se estende, dificilmente esperamos que a adaptação irá seguí-lo à risca — e é por isso que as sugestões de leitura de Martin dão a entender que o mergulho mais profundo da produção será a partir do fim do reinado de Jaehaerys, o Sábio, passando pelos 26 anos de Viserys I no Trono de Ferro até chegar à Dança dos Dragões de fato.

Vale lembrar, é claro, que embora o destaque da série naturalmente vá ser a Casa dos Dragões que está no título, dificilmente não veremos os membros de outras famílias interpretando papéis interessantes na trama.

O mais importante aqui é saber que os dois anos e meio da guerra de fato compreendem o período em que não apenas muitos homens morreram, como também grande parte dos dragões que existiam em Westeros. Após o fim do conflito, o filho de Rhaenyra é quem ascende como Aegon III. Ele ficaria eternamente conhecido como Aegon, Desgraça dos Dragões, e foi considerado historicamente culpado pela morte do último dragão do reino, porque decidiu se manter afastado das criaturas após ver sua mãe ser devorada pela montaria de Aegon II, Sunfyre.

De qualquer forma, House of the Dragon ainda não tem elenco atrelado ou mais detalhes quanto a personagens, desenvolvimento da história ou previsão de estreia. Mas a primeira temporada terá 10 episódios, e a estreia não deve ser antes de 2021, na HBO.

FONTE: ADOROCINEMA

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